RADIOS HOMO FORA FOBIA

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

EM TEMPOS PASSADOS A LUTA POR DIREITOS LGBT


Em 1974, depois do derrube do Estado Novo, um grupo de homossexuais entregou aos militares de Abril um documento onde era pedido o reconhecimento dos direitos de uma minoria sexual. A resposta veio pela boca do General Galvão de Melo, que repudiou o pedido dizendo que "o 25 de Abril não se fez para as prostitutas e os homossexuais o reivindicarem". Foi preciso esperar até 1982 para que o parlamento retirasse do Código Penal a criminalização homofóbica uma situação adversa  da homossexualidade.

Passados trinta e seis anos sobre a Revolução dos Cravos, parece ainda haver quem, entre os Capitães de Abril, continue a achar que Galvão de Melo tinha razão e que talvez não fosse má ideia voltar atrás no tempo. Só assim se explica que um grupo de militares da Revolução 
traga a público uma carta aberta contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo, afirmando que a alteração legislativa em causa é uma aberração ou que "os militares que fizeram o 25 de Abril foram pessoas que arriscaram toda a sua carreira por algo em que acreditavam". E é aqui que eles - os senhores capitães que assinaram a dita carta - deviam meter a mão na consciência e ganharem vergonha na cara.

O 25 de Abril produziu um regime democrático aberto, inclusivo, assente na dignidade humana e nos valores da igualdade e da liberdade. É isso, pelo menos, o que se entende por Democracia nos dias de hoje. Coisa bem diferente é fazer um regime à medida das convicções pessoais do/a sujeito/a A ou B, que é precisamente o que estes galvões parecem desejar quando se arrogam do seu estatuto de Capitães de Abril para dizerem que são contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo, como se a Revolução dos Cravos não tivesse sido feita para os homossexuais.

Defender os que estes senhores defendem, na qualidade de militares de Abril e dando pleno verbo à sua homofobia, tem tanto de justo e lógico como um capitão de esquerda afirmar que a revolução não se fez para Portugal ser governado por partidos de direita ou um militar católico defender que o 25 de Abril não se fez para os judeus, os muçulmanos, os budistas ou os ateus. Por outras palavras, querer reduzir um regime aberto e inclusivo à diminuta capacidade de tolerância e compreensão destes galvões de hoje. Ó tempo, não voltes para trás.

fonte: Devaneios LGBT

CCJ aprova anteprojeto que aumenta pena para homicídio por homofobia


A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou projeto que, entre outras modificações, tipifica o homicídio cometido por preconceito de qualquer natureza como homicídio qualificado. Crimes qualificados têm penas maiores do que os comuns. A medida também equipara essas condutas às adotadas por “motivo torpe”, cuja penalidade é reclusão de 12 a 30 anos.

As mudanças estão previstas no anteprojeto 1/12, da própria comissão, que atualiza algumas penas previstas no Código Penal para agravar a punição dos crimes praticados com violência e contra a vida. O crime de homicídio simples, para o qual a pena prevista atualmente varia de seis a vinte anos de reclusão, por exemplo, passa a ter pena variando de oito a vinte anos de prisão.

O texto será encaminhado à Mesa Diretora da Câmara para ser numerado e iniciar sua tramitação regular pelas comissões da Câmara dos Deputados.

fonte: Gay 1.com

CADEIA PARA OS HOMOFÓBICO ASSIM DIZ A LEI NO BRASIL



Suspeito de agredir homossexual perde ponto de venda em academia




FOTO GOOGLE/IMAGEM
A academia Peralta Fitness informou em nota que “não dará continuidade a nenhum relacionamento com Bruno Portieri”, um dos suspeitos de ter agredido o estudante de direto André Baliera na última segunda-feira (3). A suspeita é de que o ataque tenha tido motivação homofóbica.

Ainda segundo a academia, Bruno era aluno e comercializava alguns produtos internamente.  Em relação à postura do jovem, disse que ele nunca tinha demonstrado “qualquer sinal de descontrole ou falta de respeito e que sempre tratou a todos muito bem”. A nota também comunica que repudia e não apoia qualquer tipo de ato violento, seja por motivo de agressão por homofobia ou qualquer outra natureza.

Bruno e o personal trainer Diego de Souza estão presos no Centro de Detenção Provisória de Osasco.  Eles foram indiciados por tentativa de homicídio. A agressão ao estudante de direito aconteceu na rua Henrique Schaumann, no bairro de Pinheiros, zona oeste de São Paulo.

O advogado dos suspeitos Joel Cordaro informou que já entrou com um pedido de liberdade provisória e relaxamento de flagrante. Ele também vai pedir a descaracterização da tentativa de homicídio. Sobre a decisão da academia, a reportagem tentou entrar em contato com o advogado, mas não obteve retorno.

fonte: site R7 e Agencia LBGT

DIA MUNDIAL DE LUTA CONTRA A HOMOFOBIA

LGBTQIAPN+ A LUTA CONTINUA O   17 de maio   é o   Dia Internacional de Luta contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia . Essa data tem como ob...